A Agência de Inteligência Brasileira (ABIN) é, no mínimo, Burra.

Há mais de uma década percebi isso, que a  Agência de Inteligência Brasileira (ABIN) é, no mínimo, Burra.

No governo Dilma, Sérgio Etchegoyen, sobrinho de Cyro Guedes Etchegoyen(1929-2012), o coronel apontando como a autoridade responsável pela "casa da morte" em Petrópolis/RJ. No governo Dilma, Sérgio era chefe do estado maior do exército e, posteriormente, foi nomeado por MiShell Temer para chefiar o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) em 2016, passando a controlar a ABIN após recriação do órgão. 

O histórico de Sérgio Etchegoyen é de oposição frontal ao PT e a Lula:

Governo Dilma: foi um dos articuladores do impeachment em 2016, enquanto chefe do Estado-Maior do Exército.
Candidatura de 2018: atuou como braço-direito do general Villas Bôas para articular o veto à candidatura de Lula.
Decisão do STF (2021): escreveu artigo criticando a anulação das condenações de Lula, afirmando que a medida "desestabilizava o país".
Governo Lula (2023): classificou publicamente a fala de Lula sobre perda de confiança nas Forças Armadas como "profunda covardia" e "velha técnica de procurar culpados".
Política social: chamou as promessas de campanha de Lula de "gastança que beira os 200 bilhões de reais" e "macabro déjà vu".
8 de janeiro: defendeu anistia para os envolvidos nos atos golpistas.
O Le Monde Diplomatique resumo bem o perfil: "Difícil imaginá-lo falando palavrões ou declarando ódio a Lula. Mas cada palavra sua é sopesada, para não criar dificuldades para o governo Bolsonaro ou jogar água no moinho da oposição." Ou seja, a oposição é constante, articulada e de longa data — não é algo episódico.
Essa falácia que circula em posts e comentários de redes sociais, é desmontada em:

"20 anos de PT",

a falácia bolsonarista que desminto nesse artigo.


O Salto Roubado:

Como o Golpe de 2016 e o Lawfare Interromperam a Formação do Brasil Potência

Existe uma virada de chave histórica na trajetória contemporânea do Brasil que precisa ser encarada sem eufemismos. No início da década de 2010, o país vivia um momento de altivez inédita no cenário internacional. O Brasil não apenas figurava orgulhosamente como a 6ª maior economia do mundo (ultrapassando potências tradicionais como o Reino Unido em 2011/2012), como também desenhava um projeto soberano de desenvolvimento focado na maior riqueza do seu povo: a educação.

1. O Marco de 9 de Setembro de 2013: O Petróleo como Passaporte para o Futuro

Em 9 de setembro de 2013, a então presidenta Dilma Rousseff sancionou, sem vetos, a Lei dos Royalties do Petróleo (Lei nº 12.858/2013). A legislação estabeleceu que 75% dos royalties do petróleo e 50% do Fundo Social do Pré-Sal seriam destinados exclusivamente à educação pública, com os outros 25% voltados para a saúde.

Na cerimônia de sanção, Dilma resumiu a essência de um Estado soberano e estrategista:

"A educação é cara e onerosa para os orçamentos públicos, mas não se pode economizar, pois a sua ausência significa a vitória da ignorância."


A visão era clara: o pré-sal — e em especial a exploração de gigantescos megacampos como o de Libra, na Bacia de Santos — não servia para abastecer a especulação financeira externa, mas para criar uma reserva não renovável que financiasse a transição rumo à "sociedade do conhecimento". O planejamento previa que, em um horizonte de 4 a 5 anos, o volume de recursos injetados na educação básica, no ensino superior, no piso dos professores e na expansão de creches geraria um salto civilizatório extraordinário.

2. A Sabotagem Sistêmica: O Abismo de 2016 a 2021

O salto, porém, foi bloqueado pela engenharia da desestabilização. O avanço do Brasil como potência energética, alimentar e educacional — articulado ao bloco dos BRICS e dono de uma diplomacia autônoma — tornou-se intolerável para os arranjos geopolíticos e domésticos que preferem o país na condição de mero exportador de commodities.

O golpe de 2016, travestido de impeachment parlamentar, deu início à demolição programada:

  • O Lawfare e a Operação Lava Jato: Sob o comando operado por figuras como Sérgio Moro, a Lava Jato utilizou o combate à corrupção como pretexto para aniquilar o setor de engenharia pesada, paralisar a cadeia produtiva de óleo e gás e enfraquecer a Petrobras. Em vez de punir executivos, destruíram-se empresas nacionais e empregos estratégicos, vulnerabilizando a soberania do pré-sal para posterior entrega a grupos privados e estrangeiros.

  • A Ponte para o Abismo (Temer) e a Teto de Gastos: Com a ascensão de Michel Temer e do rentismo à sombra do Executivo, aprovou-se a Teto de Gastos (EC 95), congelando por 20 anos os investimentos em educação e saúde e esvaziando a destinação real dos recursos do pré-sal.

  • O Desastre Bolsonarista: O ciclo culminou com o governo de Jair Bolsonaro e alianças de balcão (envolvendo redes de desinformação e figuras como Michelle Bolsonaro e o fisiologismo político). O país viveu a completa desestruturação do Ministério da Educação, o corte sistemático de bolsas de pesquisa, a inflação galopante e o isolamento internacional.

O resultado do tombo econômico e social foi avassalador:

O Brasil, que em 2011 ostentava o 6º lugar no PIB global, despencou em uma espiral de estagnação até atingir o 13º lugar no ranking mundial em 2021 (segundo dados da Austin Rating e do FMI). O povo brasileiro foi devolvido ao Mapa da Fome, à informalidade e à precarização.

3. Quão Melhor Estaríamos? A Hipótese da Soberania Preservada

Analisar esse percurso exige um exercício de honestidade histórica: se a engenharia do golpe não tivesse sido deflagrada, onde o Brasil estaria hoje?

Se a regra dos royalties do pré-sal tivesse seguido seu curso sem o teto de gastos e sem a destruição do parque industrial e educacional:

  1. Educação de Primeiro Mundo: Centenas de bilhões de reais teriam entrado diretamente nas redes municipais e estaduais de ensino. O Brasil teria universalizado a pré-escola e o ensino em tempo integral, valorizado a carreira docente com pisos salariais dignos e consolidado suas universidades públicas e institutos federais como polos de inovação tecnológica.

  2. Indústria e Soberania Energética: A Petrobras permaneceria integrada, explorando e refinando combustível em solo nacional a preços acessíveis, em vez de ser loteada para pagar dividendos recordes a acionistas estrangeiros. O país lideraria a transição energética global e a transição verde a partir do Fundo Social.

  3. Resiliência e Posição Global: Enquanto a maioria das economias sofreu com choques globais, um Brasil com consumo interno forte, base industrial preservada e orçamento público protegido na educação e saúde jamais teria descido ao 13º lugar. Estaríamos hoje consolidados de forma sustentável entre as 5 ou 6 maiores potências do planeta.

Conclusão: O Reencontro com o Futuro

Hoje, o Brasil busca árdua e penosamente reconstruir suas bases e retornar ao top 8 das economias globais. No entanto, a lição histórica fica marcada: o atraso, a pobreza e a tentativa de idiotização coletiva impostos ao longo da última década não foram subprodutos do acaso — foram a consequência direta do desmonte de um projeto soberano que ousou investir no povo.

Recuperar a memória de 9 de setembro de 2013 e compreender a engrenagem do golpe é a única forma de garantir que o Brasil nunca mais aceite ser reduzido ao quintal de ninguém.

Leia os outros artigos do blog, tem muita informação que "tem gente que nem sabe, que não sabe."

Por André da Silva Aguiar, em 16 de setembro de 2026.













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